quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Marcelinho Paraíba é detido por suposta agressão a ex-mulher

    O jogador de futebol Marcelinho Paraíba, que atualmente joga pelo Boa Esporte, de Minas Gerais, foi detido na tarde desta quinta-feira (13) em Campina Grande. Policiais estiveram em seu sítio, no bairro de Nova Brasília e o detiveram após uma denúncia de violência contra sua ex-mulher.

Segundo a delegada Karine Luiz de Lima, responsável pelo plantão da Central de Polícia nesta quinta, ele chegou à Delegacia da Mulher por volta das 17h30 (horário local).

De acordo com a Polícia Civil, a ex-mulher do atleta foi até o sítio no fim da manhã para cobrar o pagamento atrasado de pensão alimentícia e teria sido agredida por ele. Por conta disso, por volta das 15h30 (horário local) ela foi até a Delegacia da Mulher para prestar queixa. Ela passou por exames de corpo de delito e ficou comprovada lesão corporal leve.

No fim da tarde, a polícia foi até o sítio e o atleta foi levado pela polícia até a delegacia para ser ouvido pela delegada da mulher Herta de Fança. No entanto, segundo a policial, ele preferiu não falar. O advogado Afonso Vilar, que defende o jogador, está no local mas se nega a falar com a imprensa.
A fiança de 20 salários mínimos foi estipulada para que Marcelinho Paraíba possa ser liberado e responda o caso em liberdade. De acordo com policiais da Central de Polícia, o advogado do atleta está providenciado o pagamentoda fiança.

Tigre mantém invencibilidade sobre Esmac/Ananindeua

     Joinville (SC) - A vitória da A. D. Tigre (PE) sobre a Esmac/Ananindeua (PA) por 4 a 0 foi de grande importância para as ambições dos dois times na 39ª Taça Brasil Correios de Futsal - Adulto Masculino - Divisão Especial. Enquanto o time de Garanhuns permanece invicto e vê a classificação para as semifinais mais próxima, os paraenses dão adeus a qualquer chance de avançar no torneio.

Os pernambucanos pressionaram desde o início, e não tardou muito para abrirem o placar. Aos seis minutos, Capacete recebeu na entrada da área e bateu forte, sem chances para o goleiro Pará. A Esmac tentava a reação, mas sofria com as roubadas de bola do Tigre.

O jogo ficava duro, e os árbitros João Antônio da Silva (SC) e Evandro Barbosa (RJ) tiveram bastante trabalho para manter o foco do confronto. Eles marcaram oito faltas e distribuíram três cartões amarelos, além do vermelho que expulsou Formiga, do Ananindeua, aos 17.

Na segunda etapa, a partida havia perdido um pouco de técnica, com as duas equipes procurando o resultado a qualquer custo. Mas, aos seis, o Tigre ampliou com Capacete, em outro bom chute pela esquerda. No minuto seguinte, em mais uma investida pernambucana, Juninho jogou para Topeira, que bateu rasteiro e fez 3 a 0.

Precisando da reação, os paraenses recuam o Tigre ao campo de defesa. Mas, apesar do excessivo toque de bola, o espaço necessário para avançar. E, aos 15, Juninho chutou, o goleiro Pará defendeu e, na sobra, Waltinho decretou a vitória pernambucana.

O camisa 13 do Tigre analisou a campanha da equipe. "É o fruto de um trabalho sério. Fomos campeões estaduais invictos, e, com humildade, vamos passo a passo em busca deste título tão desejado para Pernambuco", afirmou.



» Classificação - Grupo E1  



A. D. Tigre - PE 9 3 3 0 0 13 3 10 4.33


Minas T. C. - MG 4 2 1 1 0 3 2 1 1.50


Concórdia/Umbro - SC 3 2 1 0 1 7 3 4 2.33


Esmac/Ananindeua - PA 3 4 1 0 3 5 12 -7 0.42


Alto Santo E. C. - CE 1 3 0 1 2 5 13 -8 0.38



» Classificação - Grupo E2  



A. D. R. Krona - SC 7 3 2 1 0 8 4 4 2.00


C. E. R. Atlântico - RS 7 3 2 1 0 10 5 5 2.00


Macaé/Botafogo - RJ 4 3 1 1 1 4 4 0 1.00


Fundeavel - PR 3 4 1 0 3 8 13 -5 0.62


A. D. C. Intelli - SP 1 3 0 1 2 5 9 -4 0.56



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Tigre vence mais uma na taça Brasil.

Joinville (SC) - A A. D. Tigre (PE) conseguiu a virada sobre a Concórdia/Umbro (SC), que fez sua estreia na 39ª Taça Brasil Correios de Futsal - Adulto Masculino - Divisão Especial, nesta terça-feira (11/12), no Ginásio da Univille, em Joinville (SC). Com o resultado, o time de Garanhuns assume a liderança isolada do Grupo E1.


Gaúchos e pernambucanos fizeram um duelo brigado. Explorando o toque de bola, o time de Concórdia tentava chegar ao gol de Laga. Acabaram conseguindo aos 12, com Felipe. O Tigre tentou a reação, mas acabou não obtendo êxito.

Somente na segunda etapa foi que o time de Garanhuns conseguiu o empate. Capacete, aos oito, contou com um deslize de Leo para deixar tudo igual.

O Tigre continuou partindo para cima e, aos 13, em jogada ensaiada na cobrança de falta, Edu marca o da virada. O Concordia, após pedido de tempo, colocou Felipe no lugar de Leo. Entretanto, por maior que fosse o domínio de bola gaúcho, o estratagema permitia muitas vezes aos pernambucanos de arriscarem com chutes ao gol, livre.

A equipe de Garanhuns descansa nesta quarta-feira, jogando apenas na quinta (13/12), contra a Esmac/Ananindeua (PA), às 14h15. Os paraenses serão os adversários do Concórdia na quarta (12/12), às 15h30.

Veja os mascotes de todas as copas do mundo.

      Foi anunciado o nome da mascote da Copa de 2014, que será realizada no Brasil. Já havia sido decidido que seria um tatu-bola, animal típico da fauna brasileira ameaçado de extinção. O bicho foi batizado de Fuleco, que, segundo a FIFA, é uma junção das palavras futebol e ecologia. A novidade deu o que falar: na imprensa, nas rodas de amigos e nas redes sociais, não faltam críticas à escolha do nome. A maioria delas é devido à semelhança do nome com a palavra “fuleiro”, que, no português popular, significa algo de baixa qualidade.

O objetivo da FIFA é chamar a atenção das gerações mais jovens para o futebol. Por isso a preferência por personagens em desenho animado. A recomendação da Federação é que a mascote represente algo típico do país sede: um animal, uma planta, uma cor etc. O Blog do Curioso reuniu todas as mascotes da história da Copa do Mundo neste post. Seis das 13 mascotes já criadas são bichos: dois leões, um leopardo, um galo, um cachorro e um tatu-bola.
1966: World Cup Willie (Inglaterra)

A mascote da Copa do Mundo foi inventada em 1966, quando o evento foi sediado na Inglaterra. O país adotou a figura de um leão jogando futebol para representá-lo, e fez o maior sucesso. Até uma música foi composta para ele, pelo artista escocês Lonnie Donegan. O leão é um símbolo típico do Reino Unido. Para reforçar o patriotismo, o bichinho veste uma camisa com a bandeira do país. A Copa do Mundo foi um dos primeiros eventos esportivos a adotar uma mascote. Para se ter uma ideia do pioneirismo do torneio, as tradicionais mascotes olímpicas só estrearam em 1972, nos Jogos de Munique. A adoção de uma mascote permitiu à FIFA um ganho extra de 2 milhões de dólares em publicidade e propaganda.
1970:  Juanito Maravilla (México)

Contrariando o modelo inglês, em 1970 o México apresentou ao público a primeira figura humana a ser uma mascote de Copa do Mundo. Juanito Maravilla era um garotinho que vestia roupas com as cores do uniforme da seleção mexicana e usava um chapéu (sombrero) típico do país. Seu nome, diminutivo de Juan, é muito comum nos países de língua espanhola. Por ter aparecido ao público na primeira Copa do Mundo globalmente televisionada, Juanito fez ainda mais sucesso do que seu antecessor Willie. A inocência infantil estampada no rosto do garoto funcionou como um incentivador do fairplay: durante todo o torneio, nenhum jogador levou cartão vermelho na primeira Copa em que ele foi implementado.
1974: Tip & Tap (Alemanha Ocidental)

Na sua vez de sediar a Copa do Mundo, a Alemanha seguiu o modelo mexicano de usar uma figura humana. Mas, dessa vez, foram escolhidas duas mascotes: O Tip e o Tap são dois garotos felizes, que provavelmente representam o fairplay entre as Alemanhas oriental e ocidental, que, apesar de separadas, participam juntas da competição esportiva. A camisa de um deles estampa a sigla WM, iniciais de Copa do Mundo em alemão; a do outro, o número 74, ano em que foi realizada a competição. A dupla passa a mensagem de união e amizade, repetida 32 anos depois na pele da mascote Goleo e sua amiga Pille, quando a Copa voltou a ser disputada na Alemanha.
1978: Gauchito (Argentina)

Na Copa da Argentina, a mascote escolhida também foi um garotinho. O nome é uma abreviação do termo “gaucho”, usado para designar o homem do campo nos países latino-americanos de língua espanhola. Não é coincidência: foi essa denominação que deu origem aos gaúchos brasileiros – todas as pessoas nascidas no Rio Grande do Sul. Assim como os nossos, os gauchos argentinos usam um chapéu característico, carregam um facão e exibem um lenço amarrado ao pescoço. A mascote foi bem aceita pelas crianças argentinas, mas virou alvo de críticas da população adulta, devido à semelhança à mascote mexicana de 1970 (ambos usam chapéus característicos de seus países e pisam em uma bola de futebol). O Gauchito logo ganhou um apelido pejorativo: “Playmobil dos Pampas”.
1982: Naranjito (Espanha)

A Espanha inovou na escolha de sua mascote. Foi a primeira vez que uma comida – a laranja – foi escolhida para representar o evento. A fruta típica do país usa um uniforme da seleção. O nome é o diminutivo masculino de “naranja”, a palavra espanhola para laranja. Assim como as anteriores mascotes mexicana e argentina, Naranjito carrega uma bola de futebol. A carismática frutinha acabou se tornando uma das mais populares mascotes das Copas do Mundo. Ganhou até o próprio programa de TV, transmitido na Espanha em rede nacional. “Fútbol en Acción” contava com a participação de outros dois personagens animados.
1986: Pique (México)

Na Copa do Mundo seguinte, o México seguiu a onda da Espanha, desvinculando-se totalmente de sua primeira mascote, Juanito. Colocou uma comida típica – a pimenta chili jalapeño – para representar o país. Pique veste um uniforme vermelho e branco, que, junto a seu corpo verde, contribui para formar as cores da bandeira do México. Para complementar o look mexicano, a pimenta usa bigode e veste um sombrero. O nome vem da palavra “picante”, que em espanhol tem o mesmo significado do português.
1990: Ciao (Itália)

A mascote escolhida para representar a Itália, na Copa de 1990, quebrou o padrão “fofinho” usado desde o início da tradição. A figura ficou mais modernosa que suas antecessoras, parecendo um boneco feito de Lego, cuja cabeça era uma bola de futebol, pintado com as três cores da bandeira italiana. O nome Ciao é a palavra italiana usada para dar “oi” e “tchau”. Por seu design simples e marcante, trata-se de uma das mascotes mais icônicas das Copas do Mundo.
1994: Striker (Estados Unidos)

Os Estados Unidos escolheram uma mascote que não abriu margem para polêmicas: um cãozinho sorridente. O animal, que veste roupas com as cores da bandeira norte-americana, foi escolhido por ser o bicho de estimação mais comum no país. O objetivo era atrair um público maior ao esporte, que não é tão popular no país. Não deu certo: o cachorrinho pouco icônico não chamou a atenção da criançada, deixando os souvenires da Copa do Mundo encalhados nas prateleiras. Striker foi desenhado pelos estúdios Warner Brothers.
1998: Footix (França)

A França escolheu um galo, um de seus mais marcantes símbolos nacionais, para representar a Copa que sediou. Seu corpo é predominantemente azul, cor do uniforme francês. O nome é criativo: uma mistura de “football” com “Asterix”, o mais famoso personagem de desenho animado francês. O personagem foi o vencedor de um concurso promovido pela Federação Francesa de Futebol.
2002: Kaz, Ato e Nik (Coreia do Sul e Japão)

A Copa de 2002 foi a única da história cuja sede foi dividida entre dois países. Os organizadores inovaram também na mascote: pela primeira vez, foram usados três personagens. As criaturinhas futurísticas representaram a competição, realizada nos maiores polos tecnológicos do mundo, mas não foram bem aceitas pelo público. Isso devido à falta de identidade das mascotes, que não usavam nenhum assessório que as remetessem ao seu país de origem. Os nomes foram escolhidos por meio de uma votação pela internet, método que se repetiu em 2012, na escolha da mascote brasileira para o torneio de 2014.
2006: Goleo VI (Alemanha)

Depois do futurístico trio oriental de 2012, a Alemanha voltou às origens ao escolher uma mascote pra lá de tradicional. Assim como os ingleses fizeram em 1966, os alemães, 40 anos depois, elegeram um leão para representar seu país. A diferença é que a mascote alemã é um bicho de pelúcia, não um desenho animado. O nome Goleo vem da junção de “gol” com “leo”, latim para leão. Goleo era acompanhado por uma bola falante, apelidada de “Pille”, palavra coloquial para “bola de futebol” em alemão. O fato de o leão não usar calças desagradou à parcela conservadora da população alemã. Mas, apesar da polêmica, Goleo foi eleito a mascote preferida da história das Copas pelos usuários do site oficial da FIFA.
2010: Zakumi (África do Sul)

A mascote da primeira Copa do Mundo realizada em um país africano foi um leopardo. O personagem tingiu os pelos de verde para se camuflar melhor no campo de futebol. Zakumi nasceu em 16 de junho de 1994, data em que a África do Sul se tornou uma república democrática. Simbolicamente, Zakumi representa a ainda adolescente democracia sul-africana, cheia de energia, mas que ainda tem muito a amadurecer. O nome também não é aleatório: ZA é a sigla oficial para África do Sul e KUMI é a palavra que designa o número 10 (ano em que o evento foi realizado) na maioria das línguas locais do país. O lucro obtido com estratégias de merchandising utilizando-se a mascote chegou aos 3 bilhões de dólares. A quantia é 1.500 vezes maior do que a arrecadada 44 anos antes, quando foi adotada a primeira mascote de Copa de Mundo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mudança de empresa adia em 2 anos o shopping em Garanhuns.



    Os amantes de shopping centers terão que esperar um pouco mais para ver o novo empreendimento funcionando em Garanhuns. Depois de longos dois anos desde que houve o anúncio oficial da contrução de um shopping na cidade, houve inúmeras reclamações por falta de informações e até agilidade para tornar o sonho em realidade. Esta semana recebemos a visita no programa Ronda Policial na Rádio Jornal de Garanhuns de um assessor de comunicação da empresa TENCO que informou sobre um café da manhã que acontece neste sábado no hotel Tavares Correia as nove da manhã e também confirmou que a empresa anterior foi embora e acabou desistindo da cidade.

  Com esta desistência, surgiu o grupo TENCO que está se comprometendo a entregar o primeiro shopping da cidade no perído de dois anos e será no mesmo terreno próximo da Polícia Rodoviária Federal. Este grupo tem construído shoppings em várias cidades de interior do Brasil, o site é o www.grupotenco.com.br.
Vamos aguardar para realmente saber quando Garanhuns terá seu primero centro interno de compras enquanto existem dois em Caruaru, Arapiraca, etc...

É importante massificar, o shopping será no mesmo terreno onde a Garanhuns shopping iria construir e não será um outro novo empreendimento da cidade.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Luciano Huck recusa bafômetro em blitz da Lei Seca

   Na madrugada deste domingo, dia 2, o apresentador de TV Luciano Huck teve sua carteira de habilitação apreendida em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. O apresentador foi parado na Avenida Niemeyer, em São Conrado, na zona sul do Rio. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, teve a carteira apreendida e também foi multado.

Huck precisou apresentar outro condutor para levar o carro e só então foi liberado, de acordo com a Secretaria de Governo do Estado do Rio de Janeiro. O apresentador ainda perdeu sete pontos na sua habilitação e foi multado em R$ 957,70 pela infração, considerada gravíssima no Código Brasileiro de Trânsito.

"Ontem à noite, jantei em nossa casa e tomei um copo de vinho. Antes de dormir resolvi dar um abraço em um amigo que completava 70 anos de vida e 50 de TV em um clube a 800 metros da nossa casa. Fui parado pela blitz, e achei melhor não fazer o teste do bafômetro. E agora pago, consciente, as consequências. Valeu a lição. E vale, também, ressaltar a educação dos policias e agentes que estavam envolvidos na operação. Vida longa à Operação Lei Seca. E que venha a Operação Parar Sobre a Faixa. Operação Jogar Lixo no Chão. Operação Respeite os Ciclistas. Operação Pedestre. Entre tantas outras", disse ele.

O apresentador também adicionou que deveria ter seguido o conselho da mulher, Angélica, e ter ido de "táxi", fazendo referência à canção "Vou de Táxi", que fez muito sucesso quando ela ainda era apresentadora de programas infantis na Manchete.


Fonte: Agência Estado

sábado, 1 de dezembro de 2012

Criança é levada a UPA com garganta inflamada e quase amputa a perna

O que poderia ser uma simples ida ao médico em busca de tratamento para o filho de 4 anos para uma infecção de garganta se tornou um pesadelo para a dona de casa Angélica Soares da Silva Amorim, de 23 anos. Após tomar uma injeção de antibiótico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São João de Meriti, o pequeno Luiz Miguel passou a sentir reações estranhas e, em menos de 24 horas, corria o risco de amputar a perna direita.

No dia 26 de outubro, Angélica levou o filho ao médico pela primeira vez para uma consulta, pois o menino estava com a garganta inflamada. Cinco dias depois, após tomar a medicação e não apresentar sinais de melhora, ela resolveu retornar à UPA do município.
“A médica me disse que era para continuar com a medicação em casa e que ela ia passar um antibiótico e que no dia seguinte ele ia estar bonzinho. Cheguei a perguntar se não tinha nenhum problema em função de alergias ao medicamento. Ela disse que não, que hoje em dia isso não acontecia mais e que atualmente não se faz mais o teste para ver se a criança tem alergia”, lembra Angélica.
Acreditando ser o melhor para o filho, ela concordou e deixou que aplicassem a injeção na criança. Segundo a mãe, apesar de saber que a injeção dói bastante durante a aplicação, o menino não pareceu sentir muitas dores nesta hora. “Assim que saí da sala e cheguei na recepção, ele começou a gritar que a barriga dele estava doendo e, em seguida, que a perna direita estava doendo muito. Eu colocava ele em pé e ele caía no chão”, diz Angélica.

Médica disse para a mãe que criança estava com 'manha'
De acordo com a mãe, apenas depois de uma hora a médica retornou para ver Luiz Miguel e, depois de examiná-lo, o colocou em observação. “Ela me disse que ele devia estar daquele jeito por ser a primeira vez que tomava a injeção e que acreditava que ele estava com um pouquinho de manha”.

Como toda mãe, ela não dormiu aquela noite e ficou monitorando o filho. Segundo Angélica, nenhum pediatra apareceu para ver como a criança estava durante a madrugada. Pela manhã, ao perceber que o pé do filho estava ficando amarelo e que a batata da perna e o pé estavam gelados, ela foi procurar a médica.

“A resposta que me deram foi que ele realmente tinha perdido um pouco do movimento e que não sabiam explicar o que tinha acontecido”, disse Angélica, afirmando que talvez todo o problema tivesse sido evitado se o filho tivesse recebido o atendimento adequado de imediato. Segundo ela, o conselho que recebeu na unidade foi que procurasse um hospital geral.
Foi terrível ver meu filho com a perninha toda aberta, naquele estado. Na hora dos curativos, mesmo ele estando sedado, ele gritava de dor"
Angélica Soares
Em nota, a secretaria municipal de Saúde de São João de Meriti informou que abriu sindicância para apurar o caso, mas que o resultado ainda não ficou pronto porque aguarda o relatório médico final sobre o diagnóstico e a evolução do quadro clínico da criança. A família de Luiz Miguel disse que pretende processar a prefeitura do município.

'O que ouvi naquele momento me deixou em choque'

Assim que chegou ao Hospital Adão Pereira Nunes, também conhecido como Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Angélica afirma que não foi dada a devida atenção à situação do menino. “A enfermeira disse que o caso dele não era caso de emergência, que teria que passar pela triagem normal. O médico examinou, enfaixou a perninha dele e o deixou jogado”.

Quase 24 horas depois de ter tomado a injeção na UPA de São João de Meriti é que Miguel foi operado. De acordo com Angélica, assim que a cirurgiã vascular olhou para a perna e o pé do menino, disse que precisaria fazer uma cirurgia de emergência. “O que ouvi naquele momento me deixou em choque. Ela disse que meu filho estava fraco, mas se não fosse operado naquele momento ele correria o risco de perder a perna”, lembra a mãe, ressaltando que daquele momento o menino foi levado direto para a sala de cirurgia e depois para o CTI, onde ficou 25 dias.
Miguel já foi submetido a duas cirurgias, mas ainda deve ser submetido a outras duas. Na primeira cirurgia foi retirado o tecido morto da batata da perna, deixando buracos nesta parte do membro da criança. Três dias após, a mesma coisa aconteceu na parte das nádegas onde o menino tomou a injeção e ele teve que fazer uma nova operação. “Praticamente a perna do meu filho toda tinha tecido morto”.

Nos próximos dias, uma nova cirurgia será realizada no pé de menino, onde os médicos avaliarão se há ou não a necessidade de amputar dois dedos. Uma quarta cirurgia será realizada para retirar tecido da perna esquerda e enxertar nas nádegas, na coxa e na batata da perna direita.

Mesmo sedado menino gritava de dor
“Fiquei em estado de choque. Como pode um negocinho tão simples, uma dor de garganta que toda criança tem, levar a uma situação dessa. Foi terrível ver meu filho com a perninha toda aberta, naquele estado. Na hora dos curativos, mesmo ele estando sedado, ele gritava de dor".

De acordo com a mãe, os médicos do Hospital de Saracuruna ainda não souberam explicar qual foi o erro cometido na UPA de São João de Meriti, se a enfermeira atingiu uma artéria ao aplicar a injeção ou se o medicamento da injeção estava contaminado. “Eles não sabem explicar, mas eles sabem que as lesões foram causadas pela injeção”, afirma a mãe, que foi informada que só receberá um laudo médico após a alta hospitalar da criança.

Na segunda-feira (26), Luiz Miguel saiu do CTI pediátrico, o que deixou a mãe feliz, mas que não, necessariamente, significa o fim dos problemas. “Evito falar as coisas perto dele agora. Ele já entende e fica perguntando se vai poder andar e brincar como antes. Eu não sei o que responder”, afirma a mãe, ressaltando que ainda não sabe quais serão as sequelas físicas e emocionais que seu filho terá.

Para ela, que tem uma filha caçula de 2 anos, dá para pensar duas vezes antes de levar um filho ao médico daqui para frente. “Sempre fui o tipo de mãe que nunca quis automedicar o filho. Preferia levar ao médico mesmo em casos de uma simples dor de garganta. Agora não sei, confesso que dá medo”. Depois de quase um mês dormindo na cadeira do hospital ao lado da cama do filho, Angélica foi pela primeira vez em casa nesta sexta-feira (30).