terça-feira, 27 de abril de 2010

Vice-presidente diz ter sido vítima de falso sequestro, mas não pagou valor

Alencar recebeu telefonema de alguém dizendo ter seqüestrado a filha dele.
Ele diz que acreditou que a voz ao telefone era da filha e negociou resgate.
 
O vice-presidente da República, José Alencar, confirmou nesta terça-feira (27) que foi vítima do golpe do falso sequestro na noite de domingo (25), no Rio de Janeiro. Ele não chegou a pagar o valor pedido pelo suposto sequestrador.
Alencar contou que estava sozinho em seu apartamento quando recebeu o telefonema a cobrar de alguém que dizia ter seqüestrado a filha dele. Logo em seguida, ouviu um choro e uma voz feminina.“ Eu estava sozinho em casa, atendi um cidadão dizendo que havia sequestrado minha filha. Colocou ela no telefone, ela chorou e disse: ‘papai, eu fui assaltada’. E eu tinha absoluta segurança de que fosse ela, pela voz”, disse.

Com a certeza de que se tratava da filha, Alencar disse ter negociado o valor do resgate com o criminoso, que chegou a pedir R$ 50 mil. “Eu dialoguei com o camarada por algum tempo, com paciência, e no fim acabou tudo bem. Ele pediu R$ 50 mil, mas eu disse para ele: ‘eu não tenho nada aqui, eu estou no Rio, eu não tenho dinheiro aqui’”. O homem ao telefone, então, perguntou se ele tinha jóias, ao que Alencar respondeu que não tinha.

Papai nos ensinava uma coisa muito importante. Papai ensinava que o desespero não ajuda. Então eu tive calma. Tudo bem, passou"José AlencarFoi aí que o suposto seqüestrador perguntou a atividade profissional de Alencar. O vice-presidente disse ter respondido a verdade: “Sou o vice-presidente da República”. Como que para se certificar, o criminoso perguntou: “Qual o seu nome?” Após a respota: “José Alencar Gomes da Silva”, o suposto criminoso, então, desligou o telefone.

Nesse momento, segundo Alencar, a mulher dele, Marisa, chegou no apartamento e ligou para a filha, Maria da Graça, para checar se ela estava bem. “Ela estava em casa, tudo bem. Não houve tempo [de pagar alguma coisa]. Isso é altamente preocupante [violência]”, disse aos jornalistas na Câmara dos Deputados, logo antes de ser homenageado em plenário.

Segundo o vice-presidente, ele não se desesperou e tentou negociar com tranqüilidade. “Papai nos ensinava uma coisa muito importante. Papai ensinava que o desespero não ajuda. Então eu tive calma. Tudo bem, passou”.



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